Um relatório técnico do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do
Norte, elaborado pelo Serviço Técnico de Engenharia, aponta para a falta
de condições de utilização do edifício Ducal por falta de área de
refúgio e por utilizar sistema de escada de degraus em leque, em desuso
desde a década de 70, fatores considerados de alto risco pela corporação
em caso de incêndio. O prédio deverá ser a próxima sede das secretarias
municipais de Saúde e Educação, conforme anunciado pelo prefeito Carlos
Eduardo Alves.
Realizado pela Seção de Vistoria e Investigação de Sinistro da
Diretoria de Engenharia e Operações do órgão militar, o “Relatório de
Vistoria Técnica” número 30.886 foi expedido no último dia 9 de outubro
de 2013 e é assinado pelo chefe do Serviço Técnico de Engenharia do
Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Luiz Monteiro da Silva Junior.
O documento aponta 24 irregularidades técnicas nas instalações do
Ducal, como a falta de uma escada com lances retilíneos – e não com
degraus em leque, como a existente – e a ausência de área de refúgio.
Ambas as falhas são consideradas graves e ampliam o fator de risco para
os usuários do edifício em caso de incêndio, já que dificulta a
evacuação do local.
Escada com lances com degraus em leque são proibidas pela legislação
desde 1974, e o Ducal não se modernizou quanto a essa exigência, segundo
o relatório do Corpo de Bombeiros, o que obrigará à construção de uma
escada externa abrangendo todos os pavimentos, segundo a opinião de
engenheiros consultados pela reportagem.
Cinco ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(Samu) estão paradas em frente ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel
porque suas macas estão sendo usadas pelos pacientes transportados. Por
volta das 10h15 de hoje (14), três dessas ambulâncias "presas" eram do
Samu Natal e uma do Corpo de Bombeiros. Das do município, duas são
Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) móveis. Algumas permaneceram
estacionadas por mais de duas horas.
Como os
veículos não podem se acumular na entrada do hospital, destinado para
embarque e desembarque, os carros estão se aglomerando na avenida
Salgado Filho, em frente ao hospital.
A
diretora-geral do hospital, Fátima Pereira, diz que a situação de alta
demanda no hospital continua porque os municípios do interior e o
município de Natal "não fizeram nada" para estruturar a rede básica e
receber esses pacientes.
"Não estamos prendendo macas porque queremos, mas porque os pacientes não têm para onde serem levados", afirma.





















